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DECISÕES SOBRE PORTE DE ARMA DE FOGO 1) RHC 91553 / DF - DISTRITO FEDERAL
Relator(a): Min. CARLOS BRITTO Julgamento: 23/06/2009 Órgão Julgador: Primeira Turma
Publicação DJe-157 DIVULG 20-08-2009 PUBLIC 21-08-2009EMENT VOL-02370-03 PP-00572RT v. 98, n. 890, 2009, p. 513-516 Parte(s) RECTE.(S): VANDERLEI PEREIRA DA SILVAADV.(A/S): DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERALRECDO.(A/S): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ementa
EMENTA: PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. ARMA DESMUNICIADA. TIPICIDADE. CARÁTER DE PERIGO ABSTRATO DA CONDUTA. RECURSO IMPROVIDO. 1. O porte ilegal de arma de fogo é crime de perigo abstrato, consumando-se pela objetividade do ato em si de alguém levar consigo arma de fogo, desautorizadamente e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Donde a irrelevância de estar municiada a arma, ou não, pois o crime de perigo abstrato é assim designado por prescindir da demonstração de ofensividade real. 2. Recurso improvido.
2) RHC 90197 / DF - DISTRITO FEDERAL
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Julgamento: 09/06/2009 Órgão Julgador: Primeira Turma
Publicação DJe-167 DIVULG 03-09-2009 PUBLIC 04-09-2009EMENT VOL-02372-02 PP-00379LEXSTF v. 31, n. 369, 2009, p. 381-400 Parte(s) RECTE.(S): DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃORECDO.(A/S): SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇAPACTE.(S): ANDRÉ WILTON RIBEIRO DA SILVA Ementa
EMENTA: PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PORTE DE ARMA DE FOGO DESMUNICIADA. INTELIGÊNCIA DO ART. 14 da Lei 10.826/03. TIPICIDADE RECONHECIDA. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. RECURSO DESPROVIDO. I. A objetividade jurídica da norma penal transcende a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e do corpo social como um todo, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que a Lei propicia. II. Mostra-se irrelevante, no caso, cogitar-se da eficácia da arma para a configuração do tipo penal em comento, isto é, se ela está ou não municiada ou se a munição está ou não ao alcance das mãos, porque a hipótese é de crime de perigo abstrato, para cuja caracterização desimporta o resultado concreto da ação. III - Recurso desprovido.
3) HC 96922 / RS - RIO GRANDE DO SUL
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Julgamento: 17/03/2009 Órgão Julgador: Primeira Turma
Publicação DJe-071 DIVULG 16-04-2009 PUBLIC 17-04-2009EMENT VOL-02356-05 PP-00950 Parte(s) PACTE.(S): FERNANDO ESCOBAR RIBEIROIMPTE.(S): DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃOCOATOR(A/S)(ES): RELATOR DO RECURSO ESPECIAL Nº 880375 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa
EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PORTE DE ARMA DE FOGO. ART. 10 DA LEI 9.437/97 E ART. 14 DA LEI 10.826/2003. PERÍCIA PARA A COMPROVAÇÃO DO POTENCIAL LESIVO DA ARMA. DESNECESSIDADE. ORDEM DENEGADA. I - Para a configuração do crime de porte de arma de fogo não importa se a arma está ou não municiada ou, ainda, se apresenta regular funcionamento. II - A norma incriminadora prevista no art. 10 da Lei 9.437/97 não fazia qualquer menção à necessidade de se aferir o potencial lesivo da arma. III - O Estatuto do Desarmamento, em seu art. 14, tipificou criminalmente a simples conduta de portar munição, a qual, isoladamente, ou seja, sem a arma, não possui qualquer potencial ofensivo. IV - A objetividade jurídica dos delitos previstos nas duas Leis transcendem a mera proteção da incolumidade pessoal, para alcançar também a tutela da liberdade individual e de todo o corpo social, asseguradas ambas pelo incremento dos níveis de segurança coletiva que ele propicia. V - Despicienda a ausência ou nulidade do laudo pericial da arma para a aferição da material; idade do delito. VI - Ordem denegada.
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